quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Chimpanzé Kate volta ao Zoo Beto Carrero

Chimpanzé Kate

Chimpanzé Kate
© Renato Rocha Miranda/TV Globo/ divulgação

Depois de atuar na novela da Rede Globo, "Caras e Bocas", a chimpanzé Kate retornou ao zoo de onde havia sido retirada, o Parque Beto Carrero em Santa Catarina. Ela está num chamado "Centro de Primatologia" que pertence ao zoológico do Parque Beto Carrero, aberto à visitação pública.

Ao final da novela, o autor deu a impressão de que Kate descansaria num santuário, mas na vida real, ela voltou a ser uma atração no zoológico onde já vivia. Muitos telespectadores se sentiram enganados pela novela, pois o único santuário para primatas com autorização do IBAMA no Brasil é a afiliada da WSPA chamada Projeto GAP - Grupo de Apoio aos Grandes Primatas onde, aliás, vivem a mãe e dois irmãos de Kate. O filhote que também foi usado na novela e está com Kate no zoológico também foi retirado de perto da mãe, porém a origem desse filhote não é conhecida.

Os telespectadores ficaram ainda mais surpresos ao ler o relato do presidente do Projeto GAP, Dr. Pedro A. Ynterian, sobre o histórico de Kate e a longa disputa judicial envolvendo a chimpanzé e outros familiares que deveriam ter sido destinados ao GAP há muitos anos.

Leia, na íntegra, as explicações do Projeto GAP sobre a vida de Kate. >>

WSPA e ONGs pedem ação do Itamaraty contra caça às baleias

Navio baleeiro Japonês
Navio baleeiro Japonês
Trinta e uma organizações da sociedade civil divulgaram ontem, dia 13, uma Carta Aberta enviada ao representante do Brasil junto à Comissão Internacional da Baleia, o diplomata Fábio Vaz Pitaluga, exigindo um posicionamento forte contra a continuidade da matança de baleias na Antártida pelo Japão.

Apesar da moratória estabelecida pela Comissão em 1986 e da declaração de um Santuário Antártico de Baleias em 1994, a caça está em franca escalada sob o pretexto de “captura científica”.

Apesar da frequente condenação da maioria dos países da CIB, o Japão recusa-se a parar com a matança. O Brasil integra um pequeno grupo de negociação que tem se reunido com o Japão há vários meses a portas fechadas e que em tese busca uma saída para acabar com a matança. Informações obtidas pelos ambientalistas dão conta de que, frente à intransigência do Japão, a Comissão poderia aceitar a continuidade da caça antártica. “Isso é um absurdo total”, segundo o ex-Vice-comissário do Brasil à CIB e atual Presidente do Conselho Superior da Rede Marinho-Costeira e Hídrica do Brasil, José Truda Palazzo Jr.


Matança de baleias

Uma indústria crescente: a observação eticamente correta de baleias respeita o bem-estar animal e cria novos meios de subsistência
Uma indústria crescente: a observação eticamente correta de baleias respeita o bem-estar animal e cria novos meios de subsistência
Truda que é ambientalista e ainda o brasileiro com mais longa participação nas atividades da Comissão fala sobre a matança indiscriminada de baleias:

– Aceitar os termos do Japão e legitimar a continuidade da caça na Antártida vai contra tudo o que o Brasil sempre defendeu na conservação dos cetáceos, em particular o direito dos países do hemisfério sul ao uso não-letal desses animais através do turismo de observação, que pode ser seriamente afetado pelo roubo de nossas baleias pela indústria baleeira japonesa. Precisamos por um fim a esse crime, e esperamos que nossos diplomatas mantenham a posição firme que fez do Brasil uma liderança positiva na CIB.

Truda Palazzo também acrescentou que a atividade baleeira do Japão não atende nem a verdadeiros interesses científicos, e nem a nenhuma necessidade alimentar da população daquele país, mas sim ao interesse político da JFA, a agência de pesca japonesa. A Agência manobra subsídios da ordem de milhões de dólares que mantém as atividades baleeiras. Segundo ele:

– A pura politicagem com dinheiro público, não tem nada a ver com necessidade alimentar, científica ou cultural.

Novas reuniões

O ‘grupo secreto’ de negociação da CIB no qual o Brasil participa deverá se reunir novamente no final de janeiro no Havaí para mais uma rodada de negociação com o Japão.

Antonio Augusto Silva, diretor da WSPA no Brasil, fala sobre o posicionamento do país com relação à negociação a portas fechadas com o Japão:

– Depois de ser pioneiro declarando o mar territorial brasileiro como santuário para cetáceos em 18 de dezembro de 2008 o Brasil agora afunda na incompatível posição de "negociador secreto" com o Japão. Não foi para isso que trabalharam incansavelmente diplomatas como Maria Teresa Mesquita Pessoa, que chefiou o DMAE e liderou várias reuniões em prol do fim da caça às baleias com o apoio da maioria dos países sul americanos, principalmente da Argentina. O Japão é conhecido por "comprar" votos na Comissão Internacional da Baleia. Só espero que o Brasil não esteja caindo nessa armadilha.


Veja o texto da Carta Aberta enviada pelas ONGs ao Comissário do Brasil na CIB. >>

Fonte: José Truda Palazzo

Terremoto no Haiti também afeta os animais

O mundo está respondendo ao desastre no Haiti. Pessoas de vários países estão se unindo para ajudar da forma que podem. As vítimas animais desse desastre também estão precisando de ajuda emergencial e, por isso, grupos de proteção animal estão unindo forças para socorrê-los.

A WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal e o IFAW - Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal irão trabalhar juntos em campo para ajudar os animais do Haiti. Por meio da Coalizão de Ajuda aos Animais do Haiti (ou ARCH, no original Animal Relief Coalition for Haiti) irão prestar a assistência necessária. Todas as organizações de proteção animal estão convidadas a se juntar à ARCH e dar seu apoio à coalizão.

As equipes irão trabalhar com uma clínica móvel doada pela Sociedade Humanitária de Antigua e Barbuda. A WSPA e o IFAW estão levantando fundos para equipar essa clínica móvel. Ela será enviada por navio de Antigua para a afiliada WSPA chamada Sociedad Dominicana para la Protección de Animales (SODOPRECA), na República Dominicana, para que ela então cruze a fronteira e entre no Haiti.

Acompanhe o andamento da ajuda aos animais afetados no terremoto do Haiti no blog WSPA de desastres.www.animalsindisasters.typepad.com. >> (em Inglês)

Chita: outro caso de trabalho escravo

por: Dr. Pedro A Ynterian - Presidente, Projeto GAP Internacional

Chita (Fonte: http://cheetathechimp.org/)

Chita (Fonte:http://cheetathechimp.org/)

E AINDA TRABALHA PARA SUSTENTAR-SE

Chita (que na realidade é um chimpanzé macho) trabalhou anos a fio em Hollywood, nos filmes de Tarzan. Foi conhecido no mundo todo e enriqueceu a todos os atores que contracenaram com ele, assim como os magnatas da mídia em Hollywood. O que Chita ganhou com isso? NADA. Se fosse protegido pelas leis trabalhistas humanas, hoje seria um milionário.

Chita, ainda pior, quase beirando os 80 anos, TEM QUE TRABALHAR, pintando quadros, que são vendidos e fornecem o sustento para ele e seu grupo de chimpanzés que vivem com ele na Califórnia. No entanto, teve a sorte de ter um treinador que pelo menos criou um Santuário para ele sobreviver e poder arrecadar fundos para ele e seu grupo viverem decentemente. Quantos mais existem assim? Talvez, nenhum.

Chita, internacionalmente, é o maior exemplo de exploração comercial e trabalho escravo que existe.

Não é o momento de fazer leis que proíbam esta prática nefasta?

Dr. Pedro A Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional

EUA: já há 141 votos a favor do The Great Ape Protection Ac

Divulgação
PROJETO R&R, E.U.A.

O Projeto R&R, junto a outras organizações, estão trabalhando intensamente desde o início deste ano para conseguir aprovação no Congresso Norte-americano do chamado GAP ACT (The Great Ape Protection Act), que é um projeto de Lei que garante a aposentadoria de todos os chimpanzés em laboratórios de pesquisa e tortura médica, proíbe testes invasivos, assim como o uso de fundos federais para estes procedimentos.

Já há 141 votos de Congressistas apoiando o Projeto, que está na Subcomissão de Energia e Comércio para sua prévia aprovação.

Dê o seu apoio a esta iniciativa que defende centenas de inocentes que ainda são torturados em laboratórios médicos.


Ata dos Grandes Primatas (The Great Ape Protection Act)

PROIBE:

- testes invasivos nos grandes primatas;
- fundos federais dentro e fora dos Estados Unidos para pesquisas médicas usando grandes primatas;
- transporte de grandes primatas para essas pesquisas;
- reprodução com fundos federais para usar grandes primatas em pesquisas médicas.

DETERMINA:

- aposentadoria permanente de todos os grandes primatas que o Governo Federal tem sob sua propriedade.

Colabore com esta iniciativa, apoiando o Projeto R&R

http://www.releasechimps.org/mission/change-laws/the-great-ape-protection-act/

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Filhote de leão do GAP será batizado por protetores do ES dentro da campanha por circos sem animais

A leoa Carol e seu filhote
A leoa Carol e seu filhote

O filhote de leão nascido no Santuário do GAP em Sorocaba no último dia 5 será batizado pelo grupo de protetores de animais que se mobilizou no segundo semestre do ano passado para a transferência dos leões Chimarrão, Sarita e Carol – a mãe do leãozinho – do Circo Rostok, do Espírito Santo, para o santuário no interior de SP. Os leões estavam subnutridos e viviam numa jaula ínfima e sem qualquer condição de higiene ou segurança.

O filhote de uma semana será batizado de Hércules, se for macho – em homenagem ao Dr. Hércules, um dos maiores lutadores pela causa animal no ES, e Vitória, se for fêmea – em homenagem ao nome da capital do estado. Por ser ainda muito jovem, a equipe do santuário ainda não conseguiu identificar o sexo do leoazinho. “Esse bebê não teve o privilégio de nascer numa floresta imensa, mas também não teve a infelicidade de nascer dentro de uma jaula, num circo”, diz Rômulo Vitório, da diretoria da AMAES – Associação Amigos dos Animais do ES.

O grupo de protetores, liderados pela AMAES e com apoio da WSPA – Sociedade Mundial para Proteção Animal – vai contar a história do leãozinho e sua família aposentada de maus-tratos em circos para reforçar e sensibilizar o Governador do ES. Amanhã, dia 13, o grupo terá uma audiência com Paulo Hartung para argumentar a favor da sanção do PL que define a proibição de circos sem animais no estado. Se a Lei for aprovada, o ES será a oitava unidade da federação a decretar o fim dos maus-tratos a animais em circos no país.

O PL de proibição de animais em circos no ES foi criado após a mobilização da sociedade local por conta da remoção dos três leões do circo para o GAP no ano passado. Após algumas audiências públicas, o PL foi incrementado e aprovado por unanimidade na Assembléia Legislativa em dezembro, só dependendo agora da sanção do Governador para se tornar Lei.

“Aproveitando a reunião importante de amanhã em Vitória, com a expectativa de que o Governador sancione o PL, iremos transformar esse filhote em um símbolo da luta pela causa animal no ES”, conclui Rômulo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Piracicaba/SP sem circos com animais - Lei Aprovada!

VEREADOR LAÉRCIO TREVISAN - AUTOR DO PROJETO DE LEI E DEMAIS VEREADORES DA CÂMARA DE PIRACICABA QUE AJUDARAM A APROVAR ESSE PROJETO.

SENHOR PREFEITO BARJAS NEGRI QUE PUBLICOU A LEI!

EM NOME DOS ANIMAIS SUBJUGADOS, MALTRATADOS, HUMILHADOS, TRISTES, ESPANCADOS, ESFOMEADOS, AGRADECEMOS!

Piracicaba deu um grande passo rumo a um futuro mais respeitoso com nossos irmãos animais.

PL No. 334/09 - De autoria do Vereador Laércio Trevisan Júnior, que dispõe sobre a proibição de instalação de circos que tenham como atrativo a exibição de animais silvestres ou selvagens, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, no Município de Piracicaba.

Lei Municipal No. 6.647/09 de 24/12/2009 - Diário Oficial - Página 23.