segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Espanha: Ativistas tiram a roupa em protesto contra uso de pele de animais

Ato em defesa de animais aconteceu em famosa praça de Madri. Militantes cobriram-se de sangue falso

REUTERS

Um protesto em favor dos direitos dos animais fez com que ativistas tirarassem a roupa numa famosa praça de Madri, na Espanha.

Os militantes cobriram-se de sangue falso e mostraram cartazes de animais que correm o risco de extinção, alertando contra o uso de pele de animais para fazer roupas.

Mesmo debaixo de chuva, o protesto aconteceu na famosa Puerta de Sol e atraiu muitos turistas e simpatizantes.

http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=975935&tit=Ativistas-tiram-a-roupa-em-protesto-contra-uso-de-pele-de-animais

Tucuruí: potencial para a conservação de espécies

Mais de dez anos de pesquisas sobre o comportamento de primatas da região amazônica, mostraram à pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi, Liza Maria Veiga, que quase 30 % desses animais estão ameaçados de extinção e a perda de habitat causa um aumento no número de espécies que necessitam de medidas de conservação.

Para estabelecer tais medidas é necessário que cientistas estejam interessados em integrar ecologia comportamental e conservação. Veiga sabe que há pouca integração entre essas duas áreas do conhecimento, pois seguem diferentes níveis de estudo e escala de tempo, o que, no entanto, não impede que se construam pontes de comunicação e esse é um dos objetivos da biologia da conservação.

Cuxiú-preto  (Foto: Eduardo L. Paschoalini / Museu Goeldi)
Cuxiú-preto (Foto: Eduardo L. Paschoalini / Museu Goeldi)
Cuxiú-preto -
A pesquisadora através do projeto “Ecologia, Organização Social e Conservação do Cuxiú-preto (Chiropotes satanas)” aprofunda o conhecimento sobre a ecologia e a organização social do Chiropotes satanas na paisagem fragmentada de Tucuruí, no sudeste do Estado do Pará, onde testa metodologias para a implementação de um projeto de monitoramento da ecologia e comportamento desta espécie na região.

O Cuxiú-preto é um primata que se alimenta de frutas, flores, folhas e castanhas. É considerado o mais ameaçado dentre todos os primatas da Amazônia brasileira, pois ocorre em uma região de colonização histórica, acentuada mais recentemente pela implantação da indústria de extração mineral e do Projeto Grande Carajás. Está classificado como espécie vulnerável pela IUCN (1978) e em perigo pela USDI (1980).

Atualmente, os cuxiús-pretos habitam áreas pequenas, com média de 20 hectares. Segundo Veiga, isto demonstra que as áreas analisadas não estão sob pressão de caça, o que faz com que os animais se sintam protegidos e dispensem grandes áreas para habitar. Segundo estudo anterior, do pesquisador Marcio Ayres, esses animais precisavam de 200 a 500 hectares para sobreviver.

Pioneirismo de José Márcio Ayres - Cientista paraense que tornou-se um dos pesquisadores brasileiros mais respeitados e premiados na área de Conservação da Biodiversidade. Ainda muito jovem já era reconhecido como um dos mais importantes primatólogos brasileiros.

Estudando a sócio-ecologia do Cuxiú-preto na região norte de Mato Grosso e no Pará, deparou-se com ameaças à floresta, e sensibilizou-se sobre a importância de áreas-chave para a conservação da biodiversidade brasileira. Márcio Ayres encontrou o que seria seu principal objetivo: criar e gerir unidades de conservação em áreas ecologicamente importantes para promover a conservação da biodiversidade brasileira.

Caiarara - A pesquisadora do Museu Goeldi desenvolve também estudos com o primata caiarara (Cebus kaapori), uma das espécies de mamíferas considerada como “Criticamente em Perigo de Extinção”, o Cebus kaapori ainda é pouco conhecido, tendo sido descrito cientificamente como espécie em 1992.

Pertencente ao mesmo gênero do macaco-prego é uma espécie endêmica e sua área de distribuição coincide com o chamado “Arco do Desmatamento”. Veiga analisa a viabilidade populacional para a espécie, que num futuro próximo ajudarão a formular diretrizes para sua conservação e manejo.

Um ponto em comum entre os estudos sobre Cuxiú-preto e Caiarara é que as ações futuras devem ser pensadas em conjunto com os atores das comunidades locais que interferem diretamente no ecossistema desses animais.

Um bom indício resultante dos estudos é de que as áreas analisadas de Tucuruí “têm bom potencial de conservação, mas ainda há necessidade de mais pesquisas que levem em consideração dados demográficos e influências externas”, informe Lisa Veiga. Para ela, as pesquisas precisam também ter a capacidade de fazer projeções do tamanho e das formas das reservas, além de definir orçamento das atividades para criar estratégias de monitoramento.

(Ascom/Museu Goeldi)

http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=79799

Espirito Santo: Peixes aparecem mortos na lagoa da Ufes

Melina Mantovani - Da Redação Multimídia

Pelo menos nove robalos foram encontrados mortos, na manhã desta segunda-feira (22), na lagoa da Universidade Federal do Espírito Santo. A primeira hipótese, de acordo com a assessoria de imprensa da universidade, é de que, com o forte calor, escassez de chuvas e a consequente diminuição do nível da água da lagoa, os peixes maiores tenham ficado sem oxigênio.

O fato chamou a atenção de quem passava pelo local, nesta segunda, já que os peixes chegavam a ter mais de 10 Kg. Todos eles estão sendo retirados da água e colocados à beira da lagoa. O serralheiro Marcos Gonçalves, 29 anos, que trabalha nas proximidades do lugar, nunca viu nada parecido. "A gente nem imagina que ienha peixe deste tamanho aí dentro. Disseram que um deles tinha quase 17 quilos", conta o serralheiro.

A sujeira da beira da lagoa também pode estar contribuindo para a morte dos peixes, segundo o estudante de oceanografia, Vitor Leonardo Rodrigues, 22 anos. "O lixo acumulado nas margens da lagoa também está poluindo a água, cada vez mais. A lagoa está muito suja e com o nível da água mais baixo, os poluentes, na água rasa, também podem estar matando os peixes", diz.

A Prefeitura Universitária já entrou em contato com o Departamento de Ecologia para analisar o caso e diagnosticar precisamente a causa das mortes dos peixes. Todos os robalos serão recolhidos ainda nesta segunda, porque alguns urubus já sobrevoavam a região.

Em outra lagoa, na Ilha do Frade, em Vitória, muitos peixes também estão morrendo por conta do baixo nível da água. Na última sexta-feira, frequentadores do local afirmaram que muitos peixes são recolhidos mortos da lagoa, frequentemente.

No parque Pedra da Cebola, também em Vitória, o nível da água está muito baixo, fazendo com que as tartarugas, por exemplo, tenham que nadar no meio do lodo.

http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/minuto_a_minuto/local/materia.php&cd_matia=604612

Amazônia sem fogo poderá ser realidade

Seminário apresenta alternativas práticas para produzir e lucrar sem ter de destruir a floresta

por:JURACY XANGAI

RIO BRANCO, AC – Soluções viáveis para plantar e ganhar dinheiro sem realizar queimadas que prejudicam o meio ambiente estarão sendo apresentadas a partir das 14h de hoje no Centro de Ensino Profissionalizante Campos Pereira durante o Seminário Amazônia sem Fogo. O evento terá continuidade das 8h às 12h de quarta-feira no mesmo local.

O projeto atende produtores rurais em vários municípios do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Pará, e tem comprovado sua eficiência prática em casos como dos municípios mato-grossenses de Guarantã do Norte e Alta Floresta, onde a redução dos desmatamentos em 2008 foi de 74% no primeiro e 94% no segundo.

“Essa grande redução nas queimadas em Guarantã e Alta Floresta não prejudicou a produção, pelo contrário, acabou estimulando a prática de novas culturas como a citricultura que através da diversificação está contribuindo para melhorar a renda familiar nas pequenas propriedades!” A declaração é de Roberto Bianchi coordenador geral do projeto Amazônia Sem Fogo.

O projeto executado pelas ONGs Pachamama Amazônia e Associação Mapinguari é fruto da parceria firmada entre as agências de cooperação Itália/Brasil que agora está ampliando suas ações também para a Bolívia. É por isso que este seminário contará com a presença de uma missão do governo central boliviano, além do Instituto de Fomento e da Companhia Andina de Fomento. Essa participação acontece agora pela formalização do acordo de cooperação mediado pelo Ministério das Relações Exteriores dos governos do Brasil e Bolívia para garantir a conservação ambiental com sustentabilidade econômica e socialmente justa.

Manter a floresta em pé

Também estarão presentes dois técnicos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fabíola Lacerda , do PrevFogo de Brasília, e Cassius Azevedo, diretor da Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável, o qual esclareceu que: “O ponto central da política ambiental do governo Lula está na compreensão de que para mantermos a floresta em pé, precisamos garantir qualidade de vida e sustentabilidade para aqueles que vivem na floresta. Hoje se vê a Amazônia como uma questão global e essa preocupação influencia o mercado local. Exemplo disso são grandes frigoríficos se recusando a comprar carne produzida em áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia”.

Cassius resume a nova filosofia como um princípio aprendido quando da posse da senadora Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente quando colocou que, ao invés de dizer não faça, precisamos dizer como fazer na Amazônia.

– Isto foi fundamental para a busca de alternativas práticas que unem a experiência e a prática dos produtores rurais e florestais com os nossos conhecimentos técnicos para conseguir bons resultados produtivos e econômicos com sustentabilidade ambiental. É isto que estaremos apresentando neste seminário!”

Após realizar o seminário em Rio Branco, seus participantes partem de Rio Branco para conhecer os resultados práticos das experiências produtivas que estão acontecendo em Alta Floresta, no Mato Grosso.

http://www.agenciaamazonia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=684:amazonia-sem-fogo-pode-ser-realidade&catid=1:noticias&Itemid=704

Ibama apreende 59 pássaros em Pernambuco

No total, 59 pássaros foram apreendidos em Recife (PE) - Foto: Giuseppe Bandeira/Ibama/Divulgação

Reduzir Normal Aumentar Imprimir O Ibama do estado de Pernambuco apreendeu na manhã desta segunda-feira 59 aves no bairro Cabanga, zona sul do Recife. A operação denominada Vôo Livre foi realizada em conjunto com a Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Civil e a Brigada Ambiental do município. O proprietário das aves não foi encontrado, mas será intimado pela polícia e deve ser multado em R$ 29,5 mil.

Todas as aves apreendidas eram pássaros, entre elas canários, pixoxós e animais sem valor comercial, como tico-ticos e bem-te-vis.

Em casos de condenação, o crime pode ser punido com pena de até um ano de detenção, além de multa. Segundo o Ibama, criar animais silvestres sem autorização - em qualquer quantidade - é crime ambiental.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4279779-EI306,00.html

ONU prevê mecanismo de ajuda climática em 3 meses

Por Sunanda Creagh

NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - É possível que dentro de três meses os países em desenvolvimento já possam solicitar parte dos 30 bilhões de dólares em ajuda climática prometidos por países ricos no encontro de Copenhague do ano passado, disse nesta segunda-feira um alto funcionário da Organização das Nações Unidas.

O encontro de Copenhague não resultou em um pacto legalmente compulsório para reduzir as emissões de gases-estufa, mas os países desenvolvidos prometeram 30 bilhões de dólares em "financiamento a começar rapidamente" para 2010-2012, para ajudar os países em desenvolvimento a adaptar-se às mudanças climáticas.

O Acordo de Copenhague não especificou como o dinheiro será desembolsado.

Mas o chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep), Achim Steiner, disse que um mecanismo aproximado que permita que os países em desenvolvimento encaminhem pedidos por parte do dinheiro pode estar pronto dentro de três meses.

"Alguns dias atrás um país membro me perguntou se eu poderia lhe dar o telefone de alguém para quem pudesse telefonar sobre esses 30 bilhões de dólares. Como país em desenvolvimento, ele está tentando descobrir 'com quem falo? Para quem neste universo eu devo ligar?'", disse Steiner à Reuters.

"Se esse número de telefone não existir dentro de três meses, então prevejo que essa parte do Acordo estará com problemas. Mas acho que haverá esse número", disse ele durante uma importante conferência da ONU sobre o meio ambiente que está acontecendo em Nusa Dua, na ilha de Bali, na Indonésia.

Steiner disse que os países estão trabalhando em ritmo intenso para definir o funcionamento do mecanismo necessário, e que resolver isso rapidamente ajudará a reduzir a desconfiança profunda entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.

REFORMA

Os países mais pobres apontam para anos de promessas de dinheiro para o clima feitas pelos países ricos e não cumpridas. Eles atribuem a maior parte da poluição mundial por gases estufa, até hoje, aos países ricos.

"No momento, não existe um pote no qual colocar todo o dinheiro. A questão que vai se colocar agora é: 'os países vão agir bilateralmente e fazer remessas de um país a outro, ou de um país ao Banco Mundial ou ao sistema das Nações Unidas?'".

Steiner não pôde dar mais detalhes sobre o possível funcionamento do mecanismo, mas disse que é crucial assegurar que os 30 bilhões de dólares sejam dinheiro novo, e não dinheiro reciclado que já tinha sido dedicado à assistência ao desenvolvimento internacional.

"Se a segunda hipótese acontecer, isso prejudicará o Acordo", disse.

Steiner disse que a maneira como o mundo enfrenta as mudanças climáticas precisa ser reformada e sugeriu que a Organização Internacional do Trabalho, a Organização Mundial do Comércio e a Organização Mundial da Saúde podem servir de inspiração.

Alguns países ricos sugeriram que um novo organismo internacional possa impor sanções aos países que não cumprirem as leis ambientais internacionais. O modelo seguido poderia ser o da OMC, mas Steiner disse que sanções não são uma prioridade.

"Essa poderia ser a medida última em termos de cobrar responsabilidade uns dos outros, mas eu não priorizaria as sanções na agenda", disse ele.

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/02/22/onu-preve-mecanismo-de-ajuda-climatica-em-3-meses-915905830.asp

Comissão Europeia quer proibir comércio internacional de atum vermelho em 2011

(AFP) BRUXELAS — A Comissão Europeia defendeu nesta segunda-feira a inclusão do atum vermelho na lista de espécies ameaçadas de extinção, com o objetivo de proibir o comércio internacional deste peixe, muito apreciado pelos japoneses, já em 2011.

"Não resta outra escolha que não seja agir agora e propor a proibição do comércio internacional" do atum vermelho, declarou o comissário europeu de Meio Ambiente, Janez Potocnik.

Os 27 Estados membros da União Europeia (UE) agora precisam se pronunciar sobre a recomendação de Bruxelas. Se a aceitarem, deverá ser aprovada pela CITES, organismo afiliado à ONU encarregado de proteger as espécies ameaçadas, o que equivaleria a um veto de fato sobre o comércio internacional do atum vermelho, vítima da pesca excessiva.

Os japoneses consomem 80% do atum vermelho pescado no planeta. Nesta segunda-feira, Tóquio destacou que se opõe a qualquer veto à pesca e ao comércio da espécie.

Entre 1957 e 2007, as reservas de atum vermelho diminuíram 75%, segundo grupos de defesa do meio ambiente.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5it5YyfT68pUoe7KK3qdk3Wowb-Pw