terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mais de 40 pássaros são apreendidos em Alvorada/RS

Noticias - ANIMAIS - BRASIL
10-Ago-2010

Através de uma denúncia feita na semana passada, , 43 pássaros silvestres mantidos em um cativeiro ilegal em Alvorada foram apreendidos na manhã de hoje pelo 1º Batalhão de Polícia Ambiental (1º BPA) do Comando Ambiental a Brigada Militar. As aves - entre elas espécies como frade, canário da terra, azulão, trica-ferro e saíra - estavam distribuídas em 29 gaiolasem uma casa na vila Formosa.

Foram recolhidos ainda cinco alçapões para a captura dos passarinhos nas matas e seis amansadores com o responsável pela criação clandestina, que assinou um Termo Circunstanciado e responderá por crime ambiental em liberdade. Há suspeita de que o homem comercializasse os animais, mas não houve flagrante em relação a isto no momento da ação.

Os pássaros foram encaminhadas ao Parque Zoológico, da Fundação Zoobotânica do RioGrande do Sul, em Sapucaia do Sul, onde ficarão em uma espécie de “quarentena” para avaliação veterinária.

MP pode criar grupo para defesa animal

Noticias - ANIMAIS - BRASIL
10-Ago-2010

O procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella, avalia a criação do Grupo de Atuação de Defesa Animal, que contaria com procuradores dedicados aos direitos dos bichos. A proposta, informa a Folha de S.Paulo, é do deputado estadual Fernando Capez (PSDB) e conta com o apoio de 200 ONGs protetoras de animais.

http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,69686

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Greenpeace faz protesto na sede da BP em São Paulo

Noticias - MEIO AMBIENTE - BRASIL
09-Ago-2010
Marcelle Ribeiro

 Um grupo de 15 ativistas do Greenpeace fez um protesto em frente à sede da empresa BP (British Petroleum), na Avenida Rouxinol, no bairro de Moema, Zona Sul de São Paulo na manhã desta segunda-feira, para alertar para os perigos da exploração de petróleo em alto mar. Os manifestantes usaram uma furadeira para afixar uma placa na entrada do prédio comercial onde funciona o escritório de uma das empresas do grupo, a Air BP. A placa dizia: "BP hoje, pré-sal amanhã". ( Veja mais fotos do protesto do Greenpeace)

Os ativistas, que usaram macacão, botas e máscaras levaram quatro latões pretos, que simulavam barris de petróleo, e protestaram contra o vazamento de petróleo pela BP no Golfo do México. O poço petrolífero vaza desde 20 de abril, no maior desastre com petróleo na história dos EUA, quando uma plataforma de perfuração no local explodiu e afundou, deixando 11 mortos. Estima-se que haja um vazamento de entre 1,9 milhão e 3 milhões de litros diários de óleo no mar.

Uma substância preta, composta de farinha com tinta não tóxica e lavável, foi derramada na porta do prédio da BP, e, em cima do líquido, os ativistas jogaram animais de pelúcia, como tartarugas e caranguejos. Os manifestantes disseram que tentaram ser recebidos por funcionários da petrolífera, mas como nenhum dos representantes da empresa quis recebê-los, protocolaram uma carta informando os motivos do protesto.

Na opinião do coordenador da campanha de Energia do Greenpeace no Brasil, Ricardo Baitelo, os brasileiros devem ficar atentos aos riscos do pré-sal, já que as reservas brasileiras estão a 7 mil metros de profundidade. Segundo a ONG, a plataforma onde aconteceu o acidente da BP no Golfo do México extraía petróleo a quase 2 mil metros de profundidade.

- A extração de petróleo em alto mar é uma atividade que vem causando outros impactos há muito tempo. Há a possibilidade que aconteça algo pior nas reservas do pré-sal, onde a gente tem uma profundidade maior e uma dificuldade maior de extrair esse petróleo. Já passou da hora de a gente pensar em fontes de energia renováveis. A vocação brasileira é de fontes renováveis, não só o etanol, como outros tipos de energia - disse.

Na opinião de Baitelo, precisa haver mais vontade política no Brasil para que a matriz energética do país seja mais limpa.

- A gente tem um grande potencial de vento e de sol que não está sendo convertido pelas tecnologias. Temos conversado com o governo, até sobre o marco regulatório do pré-sal, para garantir que se pense numa transição para as fontes limpas. Isso não acontece de hoje para amanhã, é preciso criar um fundo especial para desenvolvimento de fontes renováveis - afirma.

Segundo Baitelo, o Greenpeace deve fazer outro protesto contra a exploração de petróleo nesta segunda-feira, no Capitólio, em Washington, nos Estados Unidos. Além disso, um navio da ONG chegou ao Golfo do México para fazer uma análise paralela dos danos causados pelo acidente.

A Polícia Militar foi chamada, mas não impediu o protesto, que durou cerca de 30 minutos. A PM levou o coordenador da campanha de Energia do Greenpeace no Brasil, Ricardo Baitelo, para o 96º Distrito Policial, para registrar o caso como dano.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/08/09/greenpeace-faz-protesto-na-sede-da-bp-em-sao-paulo-917350363.asp

Rio de Janeiro: Maus-tratos aos zoológicos

09-Ago-2010

Sujeira por todo lado, jaulas enferrujadas, banheiros entupidos, crateras no chão e alas inteiras fechadas ao público decepcionam visitantes

Rio - Lixo, mau cheiro, calçadas irregulares e uma cratera aberta no chão há quatro meses. Quem vai aos zoológicos do Rio e de Niterói em busca de lazer encontra abandono e alas inteiras fechadas ao público.

Gatos e pombos infestam o viveiro das tartarugas, em Niterói | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

No fim de semana, O DIA constatou o descaso com os animais e os visitantes nos dois locais. Sujeira e falta de infraestrutura foram os aspectos mais criticados pelo público. No zoo carioca, os banheiros estavam entupidos e, em consequência disso, as filas eram enormes. “Trouxe até o papel higiênico de casa. Isso aqui está muito sujo!”, reclamou a estudante Rafaela da Silva, 13 anos.

Na área de alimentação, a falta de limpeza traz outro problema: os mosquitos se aglomeram em meio aos restos de comidas e latas de refrigerante que os próprios garçons jogavam ao chão, formando uma pilha. Com um bebê de colo, a dona de casa Laura Morais reclamou da falta de fraldário: “Só tem uma mesa de madeira suja, sem estrutura para trocar uma criança e lavar as mãos”.

Já no Zoológico de Niterói, em meio a patos e outros pássaros, um urubu visitante virou atração. “Nunca vi esse bicho no zoológico. Deve ter carniça no viveiro”, observou a dona de casa Kelly Mendonça. O veterinário do Zoonit, Marco Janackovic, admite que a presença do ‘invasor’ não é a situação ideal. “O problema é que os restos de comida atraem outros bichos”, explica. No viveiro das tartarugas, gatos e pombos também dividem o espaço com os répteis em exposição.

Outros pontos críticos são as jaulas dos primatas de Niterói, que estão enferrujadas, e as inúmeras áreas em manutenção, que desapontam os visitantes no RioZoo. Lá, são seis áreas sem animais, como o viveiro do macaco-aranha, a jaula da tartaruga-preta, a ‘Casa Noturna’, onde ficam os morcegos, o pântano, destinado a jacarés, o cativeiro do elefante e o viveiro das aves.

Na região das aves de rapina, uma enorme cratera, originada com as chuvas de abril, impede há quatro meses a passagem dos pedestres e representa um risco para as crianças. A depiladora Tatiana Gomes, que passeava com o marido e quatro filhos, se espantou ao ver o rombo no chão: “Isso aqui deveria estar arrumado!”.

Obras prometidas nos locais

A coordenação do RioZoo informou que, devido ao recorde de público no mês de julho, com a visitação de 140 mil pessoas (o usual é 70 mil por mês), alguns setores precisaram ser interditados provisoriamente. Para este mês, já estão previstas obras nas áreas apontadas como críticas, afirma.

A respeito dos banheiros e do comportamento dos garçons, acrescentou que os funcionários receberão novas orientações. Já o Zoonit esclareceu que há um projeto de revitalização da área, mas que aguarda recursos da prefeitura e do estado para iniciar as reformas.

Reportagem de Renata Monti

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/8/maus_tratos_aos_zoologicos_101807.html

Leishmaniose visceral se aproxima da capital paulista

Noticias - ANIMAIS - BRASIL
09-Ago-2010

Estudos indicam que doença se expande 30 km por ano pelo país.
Cidade de SP nunca registrou caso da doença, diz Secretaria da Saúde.


Claudia Silveira
Do G1 SP

Coleira antiparasitária ajuda a proteger cães do mosquito que transmite a leishmaniose (Foto: Divulgação)
Coleira antiparasitária ajuda a proteger cães do mosquito que transmite a leishmaniose (Foto: Divulgação)
A leishmaniose visceral está se aproximando da cidade de São Paulo. Doença considerada fatal tanto para cães – o principal hospedeiro – quanto para humanos, ela é causada pelo protozoário leishmania e transmitida pela picada do inseto conhecido como mosquito-palha. A leishmaniose pode causar falência de órgãos como rins e fígado. Se não tratada, pode levar à morte em 90% dos casos.

Até 1998, segundo o veterinário Douglas Presotto, não havia nenhum registro de leishmaniose no estado de São Paulo. Mas esse quadro se alterou. “A doença está se expandindo e mudando de perfil. Antes, era concentrada na zona rural do Nordeste. Agora, está nas grandes cidades também”, observa Presotto, que é coordenador do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campinas, a 93 km de São Paulo.

Ele cita estudos feitos no Brasil que indicam que a doença se alastra cerca de 30 km por ano. Isso acontece principalmente pelo fluxo migratório de animais, como em viagens de férias. A construção de residências em áreas de mata, habitat do mosquito, também é uma das causas.

A primeira cidade paulista a registrar a doença foi Araçatuba, em 1998. “Em 1999, veio o primeiro caso em humanos”, relembra Presotto. Hoje em dia, a doença é considerada endêmica em cidades como Bauru, Cotia e Embu, sendo as duas últimas já parte da Grande São Paulo. O primeiro caso em Campinas, conta o veterinário, foi registrado no final do ano passado, em três cães. Todos eles moravam em casas construídas próximas à mata.

A cidade de São Paulo nunca registrou a doença, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Já no estado, até maio deste ano, foram confirmados 30 casos em cães, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. O órgão não divulga a lista das cidades com casos confirmados.

ImageSintomas

Emagrecimento evidente, febre e feridas na pele que não cicatrizam são algumas das características da doença tanto nos cães quanto nos humanos. O aumento de órgãos como fígado e baço também são característicos, mas somente médicos conseguem diagnosticar, conta o veterinário Andrei Nascimento.

No caso dos cães, o crescimento exagerado das unhas é um sintoma bem evidente. “A leishmania pode se instalar na matriz das unhas, causando essa alteração”, explica o veterinário. Nascimento ressalta que, uma vez infectado, nem o cão nem o ser humano conseguem se livrar da doença. A medicação faz o protozoário “hibernar”, mas não o mata.

“Qualquer alteração no sistema imunológico, como a causada por AIDS ou quimioterapia, por exemplo, pode tornar a leishmania ativa novamente”, esclarece.

Eutanásia

Uma vez infectado com a doença, o cão deve ser sacrificado. A determinação é do Ministério da Saúde, estabelecida em 2008, e está cercada de polêmica. Douglas Presotto, do CCZ de Campinas, conta que todo veterinário que diagnosticar a doença é obrigado a informar o Centro de Controle de Zoonoses da sua cidade.
Os técnicos da Vigilância Sanitária, por sua vez, avisam à família que o cão deverá ser recolhido e sacrificado. A eutanásia é obrigatória porque uma portaria conjunta entre os ministérios da Saúde e da Agricultura proíbe o tratamento de animais. Os medicamentos devem ser dados somente a humanos.

Mas nem todo mundo aceita passivamente essa determinação. A advogada Nádia Gimenes levou a causa do vira-lata Baby à Justiça. O cachorro mora com a irmã dela em Cafelândia, a 412 km de São Paulo, e teve o diagnóstico da doença confirmado em 2008. Abalada com a notícia de que o mascote tinha de ser sacrificado, a família decidiu lutar na Justiça para que o cão pudesse ser medicado.

“Ainda não é uma vitória definitiva porque o Baby sobrevive por força de liminar”, observa Nádia. “Ele responde muito bem ao tratamento e leva uma vida normal. A cada três meses, é submetido a exames e também trocamos a coleirinha”, conta a advogada.

A mesma sorte não teve o ator Luiz Humberto Siqueira, que perdeu um de seus dois cães por causa da doença, no final do ano passado, em Campinas. O vira-lata Balu amanheceu morto, antes mesmo do diagnóstico ser confirmado. “A gente desconfiava porque ele tinha todos os sintomas. Estava doente, as unhas estavam compridas”, relembra.

Um outro cachorro de Siqueira, o fox paulistinha Zepi, tinha morrido dias antes, mas a causa não chegou a ser esclarecida.

Prevenção

Especialistas ouvidos pelo G1 ressaltam a importância da prevenção da leishmaniose. O veterinário Andrei Nascimento sugere que o cuidado deve começar pelo cachorro de estimação.

“O uso de uma coleira impregnada com deltametrina a 4% repele e mata o mosquito transmissor da doença”, diz. Nascimento afirma que a substância não tem cheiro e não é tóxica a humanos, permitindo que o cachorro suba na cama dos donos, por exemplo. A coleira deve ser trocada a cada quatro meses ou de acordo com a indicação do fabricante.

A orientação do veterinário Douglas Presotto é evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença, sobretudo no quintal. Ele conta que o mosquito procura por material orgânico em decomposição. Frutas caídas no quintal e fezes dos galinheiros, por exemplo, são um prato cheio para a fêmea do inseto colocar seus ovos.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/08/leishmaniose-visceral-se-aproxima-da-capital-paulista.html

domingo, 8 de agosto de 2010

Espanha: Confrontos em dia de corridas de touros na Catalunha

Noticias - ANIMAIS - MUNDO
08-Ago-2010
De Ana Oliveira

Confrontos em dia de corridas de touros na Catalunha (EPA - European PressPhoto Agency)
Confrontos em dia de corridas de touros na Catalunha (EPA - European PressPhoto Agency)
Em dia de corridas de touros, viveram-se hoje em Barcelona confrontos entre ativistas antitaurinos e defensores da festa brava à porta da praça La Monumental.

Depois de o parlamento da Catalunha ter proibido em 28 de Julho as corridas de touros, medida que entrará em vigor a partir de 1 de janeiro de 2012, os dois grupos continuam a manifestar o seu descontentamento.

De um lado, os ativistas antitaurinos não querem esperar um ano e meio pela proibição das corridas de touros. Querem que "o massacre animal" termine o quanto antes.

© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5iOhpY5eW3HZPb0vC3Vsi1hqo4VYQ


Confrontos entre activistas e defensores da festa brava em dia de corridas na Catalunha

por Agência Lusa

Em dia de corridas de touros, viveram-se hoje em Barcelona confrontos entre ativistas antitaurinos e defensores da festa brava à porta da praça La Monumental.

Depois de o parlamento da Catalunha ter proibido em 28 de Julho as corridas de touros, medida que entrará em vigor a partir de 1 de janeiro de 2012, os dois grupos continuam a manifestar o seu descontentamento.

De um lado, os ativistas antitaurinos não querem esperar um ano e meio pela proibição das corridas de touros. Querem que "o massacre animal" termine o quanto antes.

Do outro lado, os defensores das festas de touros estão "indignados e revoltados com a injustiça" de terminarem com uma actividade que consideram fazer parte da cultura espanhola.

À porta da praça La Monumental, para além de muitos turistas que compravam entradas para a corrida, estava um ponto de recolha de assinaturas a favor das festas de touros.

"Estamos aqui a recolher assinaturas, como fazemos desde 2005, para demonstrar o apoio que as corridas de touros têm a nível popular", disse à Lusa, Luis Corrales, coordenador da plataforma para a promoção e difusão da festa de touros.

A plataforma para a promoção e difusão da festa de touros vai apresentar um recurso ao Tribunal Constitucional para modificar a medida e também quer atuar a nível político.

"Estamos nestes dias de agosto a preparar um plano para colocar em prática a partir de setembro do ponto de vista político," comentou Luis Corrales, que acredita que antes da data "podemos conseguir que a lei seja modificada".
"Perdemos a batalha, mas estamos longe de perder a guerra", acrescentou.

Do outro lado da rua, porque não estão autorizados a estar à porta da Praça La Monumental, estavam os ativistas antitaurinos, na sua maioria, vegetarianos e protetores dos animais, que gritavam "Basta de mau trato animal!".
"Estamos aqui há 6 anos, em todas as corridas de touros, porque não acreditamos no papel político. Anunciaram a proibição e continuam a matar", referiu à Lusa, Lluis Villacorta, organizador das concentrações antitaurinas que estava pintado de vermelho para simbolizar o sofrimento dos touros.

O grupo de ativistas e defensores dos animais reúne-se todas as sextas-feiras numa praça de Barcelona para recolher assinaturas contra os maus-tratos de animais.
"Queremos continuar a lutar, para terminar as touradas em Madrid e em todo o país. Em Madrid já temos mais de 50 mil assinaturas", referiu à Lusa Eliseo Brito, natural das Ilhas Canárias, a primeira região a proibir os touros em Espanha, em 1991.

A polícia esteve presente para evitar conflitos, mas não conseguiu evitar os confrontos verbais que se ouviram de um e outro lado da rua, antes de começar o espetáculo de touros, onde a maioria da plateia era constituída por turistas.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
http://www.ionline.pt/conteudo/73023-confrontos-activistas-e-defensores-da-festa-brava-em-dia-corridas-na-catalunha

Região de Bauru/SP está se adaptando ao Código de Proteção aos Animais

Noticias - ANIMAIS - BRASIL
08-Ago-2010
Rita de Cássia Cornélio

Cães e gatos acompanham os homens sempre como bons amigos. Nos últimos anos, a quantidade desses animais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é de 10% a 16,7% da população humana. Para protegê-los, foram implementadas políticas públicas. As municipais são embasadas na legislação federal (lei de crimes ambientais 9605), que institui o Código de Proteção aos Animais do Estado.

O crescimento da população canina e felina fez crescer na mesma proporção os estabelecimentos especializados em cuidar da saúde e do bem-estar dos animais. Porém, tanto o atendimento veterinário como o ‘embelezamento’ deles têm custos que para grande parte da população se torna inviável. O abandono dos animais é uma das consequências comuns nas comunidade de baixa renda.

Na região de Bauru, alguns municípios dão passos largos em direção à luta pela saúde e qualidade de vida desses animais, especialmente aqueles considerados errantes. Que vivem nas ruas sendo maltratados e alimentados com restos de comida. Ou mesmo aqueles animais que vivem com famílias de baixo poder aquisitivo, sem condições de proporcionar tratamentos veterinários, quando eles adoecem.

Pensando em beneficiar os moradores e os animais, o município de Jaú está saindo na frente e montando uma clínica municipal para dar apoio aos donos de cães e gatos de menor poder aquisitivo. A intenção é dar qualidade de vida aos animais e preservar a população de doenças que possam ser transmitidas pelo melhor amigo do homem. Além dela, a cidade possui um canil que faz o controle de zoonoses. Um projeto aprovado recentemente pelo legislativo prevê ainda campanhas de orientação sobre a posse responsável dos animais domésticos e vacinação.

Para evitar a transmissão de doenças e os maus-tratos aos animais, algumas prefeituras se desdobram para oferecer serviços gratuitos ou parcialmente gratuitos como a castração que evita o crescimento da população animal. A adoção é outra estratégia utilizada para retirar os cães das ruas das cidades. Em grande parte dos municípios, as Organizações Não Governamentais (ONG) acabaram encampando a ideia.

Uma associação que luta pela proteção dos animais de pequeno porte de Barra Bonita desenvolveu um projeto em parceria com a prefeitura que envolve os moradores de cada região da cidade. Os animais errantes são tratados no local onde estão. Após medicados, eles permanecem em uma residência voluntária até que tenha sua saúde restabelecida. Alguns são adotados rapidamente graças ao apoio dos veículos de comunicação da cidade que divulgam.

Em Lençóis Paulista estava previsto para ser colocado em prática este ano a castração de animais machos, mas o projeto teve que ser adiado por conta de um furto ocorrido no canil municipal. A verba que seria utilizada para adequação da sala cirúrgica teve que ser usada para a aquisição de equipamentos levados por ladrões. A ideia é fazer o planejado, porém a longo prazo. No último evento voltado à adoção de animais, realizado em julho passado foram disponibilizados 16 dos quais 15 foram levados para casa por moradores da cidade.

Macatuba não tem canil e são poucos os animais errantes, segundo a diretoria de vigilância sanitária. Os animais que não têm dono e aparecem doentes são tratados por um veterinário prestador de serviços. As adoções são anunciadas na rádio ou pela própria clínica que cuida dos bichinhos.

http://www.jcnet.com.br/detalhe_regional.php?codigo=189036