terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

MP acompanha investigação dos cães enterrados vivos em Joinville

Promotora enviou ofício para ter acesso à necropsia feita nos cachorros

A investigação sobre o caso dos cães enterrados vivos na Secretaria Regional do bairro Costa e Silva, na zona Norte de Joinville, ganhou a atenção do Ministério Público Estadual. A promotora Simone Cristina Schultz acompanhou a repercussão das denúncias e pediu informações à polícia sobre o andamento das investigações.

A promotora também enviou um ofício à Secretária Municipal de Saúde para ter acesso à necropsia feita nos cachorros. Os animais haviam sido enterrados dia 2 de fevereiro e foram recolhidos dois dias depois para análises laboratoriais.

O laudo que pode confirmar a causa da morte dos cães deve ficar pronto nesta quarta-feira. Funcionários do Pronto Atendimento (PA) Norte, que fica ao lado da secretaria do bairro, dizem ter visto um maquinista da Prefeitura amarrar os animais e depois os encobrir de terra com uma patrola.

Um gerente da secretaria do Costa e Silva, que teria autorizado o enterro dos bichos, foi exonerado. O operador da patrola responde a uma sindicância da Prefeitura. Os envolvidos também podem ser denunciados pelo Ministério Público.

— Além da questão ambiental, é possível que se aponte um crime contra a administração pública. Nossa ação vai depender da investigação policial — afirma a promotora.

A delegada Ana Cláudia Pires ouviu quatro pessoas que afirmam terem visto os animais em bom estado de saúde momentos antes de serem enterrados. Ela também deve intimar o funcionário exonerado e o maquinista para deporem nos próximos dias. Ana Cláudia já pediu as fitas do circuito interno da secretaria do bairro.

As imagens, recolhidas pela Prefeitura, teriam registrado a ação do maquinista. A secretária de Gestão de Pessoas, Márcia Alacon, diz que o conteúdo do vídeo só será analisado depois que a abertura da sindicância for publicada, provavelmente esta semana.

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Geral&newsID=a2804873.xml

TV britânica é multada por morte de rato em reality show

O canal de televisão britânico ITV foi multado em R$ 4,9 mil após exibir imagens de participantes de um reality show matando e comendo um rato. A organização Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) - que faz campanha contra abuso de animais - considerou "inaceitável" a morte do roedor no programa, o que motivou a ação.

Segundo informou a BBC Brasil, um porta-voz da ITV pediu desculpas pelo incidente. Com formato semelhante ao "No Limite", da Rede Globo, o reality "I'm a Celebrity, Get Me Out of Here", se diferencia por ser protagonizado por pessoas famosas.

Antes do início das gravações, realizadas na Austrália, a emissora fez consultas para se certificar que a ingestão do animal não causaria doenças nos participantes. A legislação australiana permite a morte de animais para consumo, desde que não haja sofrimento desnecessário.

O porta-voz da admitiu que a emissora deveria ter investigado melhor o assunto, quanto às questões legais, e alertou os participantes para que o incidente não se repetisse.

No programa, o chef italiano Gino D'Acampo matou o animal. Em seguida, ele e o ator Stuart Manning comeram o rato. Os dois ficaram isolados em uma mata, ingerindo apenas rações à base de arroz e feijão. Ao final, D'Acampo sagrou-se vencedor do reality.

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/02/08/imprensa33638.shtml

China e o dilema dos 6 mil tigres em cativeiro

Marga Zambrana

Pequim, 9 fev (EFE) - Os especialistas se perguntam o que pode fazer a China com os 6 mil tigres que mantém em cativeiro em condições deploráveis e incapazes de se readaptarem à vida selvagem no período de um ano, no ano do Tigre, no qual os preservacionistas tentarão salvar da extinção o símbolo mais poderoso da Ásia.

A população de tigres em cativeiro da China é a maior do mundo, após superar em 2007 os Estados Unidos, onde, segundo a organização Traffic, a rede mundial de vigilância sobre flora e fauna, há outros 5 mil deles entre muros e cercas.

A situação é um paradoxo, levando em conta que o felino se extinguirá em seu habitat natural em menos de três décadas se não forem tomadas medidas, segundo a organização ambiental WWF. No entanto, estes tigres domados são incapazes de aprender a caçar e seu habitat e presas praticamente desapareceram.

"Se fosse necessário escolher entre a extinção da espécie e a sobrevivência de exemplares em cativeiro, acho que seria melhor a extinção em vez de sítios e zoológicos na China e em muitos outros lugares do mundo", declarou à Agência Efe Kati Loeffler, veterinária do Fundo Internacional para a Proteção dos Animais (IFAW).

Loeffler é favorável a fechar os sítios porque "só servem para abastecer o mercado negro de partes de tigre e porque a qualidade de vida dos animais nesses lugares é desumana".

Ela ressalta que as ONGs e o Governo poderiam se ocupar dos tigres até que morram de forma natural e, em últimos casos para os mais doentes, que os sacrifiquem.

O grande felino asiático agoniza em toda a região. Dos 3,2 mil remanescentes em terras de Índia, Rússia e China, só sobraram 50 no território chinês, e só os tigres de Amur, no nordeste, com 20 espécimes, têm chances de sobreviver por sua proximidade com a reserva russa.

Um século atrás havia 100 mil tigres no mundo. Mas desde então, os extermínios em massa e a caça causaram a extinção das subespécies de Bali em 1937, a persa ou o tigre Cáspio na década de 1960, e a de Java, vista pela última vez nos anos 70.

E foram justamente as tentativas de preservar a raça autóctone do sul da China, o tigre de Amoy ou de Xiamen, os que evidenciaram no país asiático a impotência em devolver ao habitat natural esses grandes felinos.

O tigre de Xiamen é considerado extinto em seu habitat desde 1994, mas ainda restam 59 espécimes em cativeiro que a ONG Salvem os Tigres da China se propôs devolver à vida selvagem.

Para isso, a ONG enviou dois exemplares à África do Sul para serem readaptados à vida selvagem em uma reserva florestal.

A entidade espera reintroduzir neste ano os filhotes dos tigres nas províncias chinesas de Jiangxi e Hunan (leste do país), um plano apoiado por celebridades como Jackie Chan, Michelle Yeoh, Madonna e Tiger Woods, afirma a organização.

"Nossa opinião é que vai ser muito difícil ensinar os tigres a caçarem na natureza, não conhecemos nenhum caso bem-sucedido", explica Jiao Bei, porta-voz da Traffic na China.

Ou seja, uma vez em cativeiro, o tigre perde sua capacidade depredadora e, portanto, a de sobreviver: em liberdade, não sabe viver longe do homem, de quem se aproxima para receber comida, não sabe nem como matar uma vaca, aponta Xie Yan, diretora para a China da ONG ambiental WCS.

Depois que Mao Tsé-tung ordenou o extermínio do tigre na década de 1960 por considerá-lo uma "peste", nos últimos 15 anos Pequim se propôs a recuperar a espécie mediante a criação de sítios estatais.

Da mesma forma que o urso panda, foram necessários anos para descobrir que o plano era um fracasso, e que a forma de ajudar os tigres a sobreviver é recuperar seu habitat e acabar com a caça ilegal, dando alternativas de vida aos caçadores.

A magnitude industrial desses sítios evidencia seu papel de provedores do mercado negro de partes de tigre. Os contrabandistas preparam líquidos com ossos de tigre para 25 milhões de chineses com problemas ósseos, os quais têm a ilusão que assim serão curados. Mas a caça ilegal dos tigres não acabou nos três países.

Embora o comércio esteja proibido desde 1993, a atual situação revela a incapacidade chinesa em conter a caça.

A maioria dos especialistas mencionados propõe o fechamento dos sítios estatais e a manutenção da proibição do comércio, enquanto outros acham que o fim dos sítios aumentará a caça ilegal.

Xie, da WCS, afirma que "essas fazendas são um problema muito grave, porque mantêm o comércio ilegal. O problema é como fechá-las e o que fazer com os 6 mil tigres. Não temos resposta".

O desaparecimento do tigre, um predador que ocupa a cúpula da pirâmide do ecossistema selvagem, evidencia a deterioração da fauna em nosso planeta, afirmam os especialistas.


http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1482499-5602,00-CHINA+E+O+DILEMA+DOS+MIL+TIGRES+EM+CATIVEIRO.html

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Contrabando milionário



PAPAGAIO CINZA AFRICANO

Fonte: PASA

É difícil acreditar que ainda isto aconteça a estes níveis. Não é só no Brasil que o tráfico de aves continua intenso, na África é uma sangria que acaba com espécies inteiras.

Esta semana as autoridades da República dos Camarões entregaram ao Santuário de Grandes Primatas de Limbe, mais de 1.000 papagaios cinzas – o papagaio mais inteligente do mundo – como parte de um contrabando de 1,5 milhões de dólares, confiscados no Aeroporto de Douala, quando partia para abastecer países árabes.

Este carregamento, o maior de todos os capturados nos últimos dois anos, estava para ser colocado em um avião das linhas aéreas da Etiópia, com destino ao Aeroporto Internacional do Kuwait e ao Aeroporto Internacional de Bahrain, segundo a denúncia do Santuário africano, divulgado pela PASA (Aliança de Santuário Pan-africanos ) ontem.

A diretora do Santuário de Limbe, Simone de Vries, falou “É uma loucura” ... “você fica doente de ver como os papagaios estão apertados em caixas, os mais fracos sendo sufocados pelos mais fortes ...” 47 deles, que estavam no fundo das caixas já estavam mortos e mais 30 não sobreviveram ao primeiro dia no Santuário.

Em novembro outro carregamento com 300 papagaios cinzas foram entregues em Limbe – como única alternativa para cuidar deles – e estão vivos.

A Ong LAGA - Last Great Apes Organization assistiu ao governo dos Camarões para impedir este contrabando criminoso.

Dr. Pedro A YnterianPresidente, Projeto GAP Internacional

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Curta-metragem infantil “Procura-se”

PROCURA-SE

A PAVIRADA FILMES está em busca de patrocinadores para o curta-metragem infantil Procura-se, do diretor brasiliense Iberê Carvalho, que acaba de ganhar o Festival de Havana como melhor curta da América Latina com o filme “Para Pedir Perdão” (que também foi um dos finalistas do AXN Film Festival).

O filme conta a aventura de três crianças que rompem a fronteira social motivadas pelo sentimento sincero por um cachorrinho de estimação. Nossos heróis são: Camile, Didi e Gugu. Camile é uma menina de 10 anos, muito corajosa e rica, que ao perder “Bolinha”, foge de casa em busca do cãozinho, iniciando uma aventura cheia de descobertas, perigos e novas amizades. O elenco conta também com o experiente ator Murilo Grossi , que possui inúmeras participações na TV e no Cinema, e com o cachorro “bolinha”, da raça welsh corgi pembroke, que foi treinado e supervisionado pela treinadora de animais In-Coelum Perdigão, reconhecida nacionalmente.

O filme está em fase de finalização por isso buscamos empresas que tenham o interesse em investir cultura, com foco no público infanto-juvenil, para apoiar o projeto e se beneficiar das contrapartidas que oferecemos aos patrocinadores.

- Link para o trailer do filme (Youtube): http://www.youtube.com/watch?v=MUh0qmgG4O4

- Link para o site da produtora: http://paviradafilmes.com/projetos_1.html

- Link para o trailer do filme “Para Pedir Perdão” (último filme produzido pelo diretor): http://vimeo.com/9059707

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Chevron na Amazônia: Limpe Já!













Uma longa batalha judicial entre a Chevron e o corajoso povo indígena da Amazônia Equatoriana está quase chegando ao fim. Os indígenas vem tentando conseguir uma resposta da multinacional em relação aos bilhões de galões de substâncias tóxicas despejadas na floresta.

Se a Chevron for obrigada a pagar bilhões em danos, o caso irá sinalizar o fim da impunidade para empresas poluidoras do mundo todo. Com uma perda iminente, a Chevron lançou uma agressiva campanha de lobby para abafar o processo .

O novo CEO da Chevron, John Watson, sabe que a marca da empresa está ameaçada – então vamos fazer a nossa parte! Assine a petição pedindo para o Watson e a Chevron limparem a sujeira que deixaram no Equador. A petição será entregue a eles, aos acionistas a à mídia americana – clique no link abaixo para agir agora:

Nos últimos anos, processos civis como este têm ajudado a mudar as políticas de algumas das maiores corporações do mundo. No entanto, a maior parte das multinacionais de petróleo gasta milhões de dólares todo ano em lobby e relações públicas para mudar leis ambientais e negar suas responsabilidades ambientais e de direitos humanos – e a Chevron é uma das piores.

De 1964 a 1990, a Texaco, pertencente à Chevron, despejou bilhões de galões de lixo tóxico na Amazônia Equatoriana e depois foi embora. Encarando uma derrota nos tribunais, a Chevron tem feito uso de seu poderoso lobby e departamento de relações públicas para intimidar seus críticos a ficarem em silêncio e se esquivar da culpa pelo enorme desastre ambiental e humano causado pela empresa.

A Chevron disse várias vezes que se recusa a pagar pela limpeza da região, mesmo obrigados pelo tribunal, dizendo que lutarão até o fim. A sua última estratégia: pressionar o governo dos Estados Unidos a obrigar o governo equatoriano a abandonar o caso.

Cidadãos do Equador e ao redor do mundo estão se unindo contra uma das empresas mais sujas do mundo. Se ganharmos, isso será mais um passo para um futuro de responsabilidade corporativa, de direitos humanos e ambientais. Vamos juntar nossas vozes e divulgar essa campanha!

Essa campanha faz parte de uma iniciativa maior liderada pela Amazon Watch, Rainforest Network e outros aliados de direito ambiental e de direitos humanos ao redor do mundo. Saiba mais: http://www.texacotoxico.org/

SOBRE A AVAAZ

Avaaz.org é uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global até a guerra no Iraque e direitos humanos. Avaaz não recebe dinheiro de governos ou empresas e é composta por uma equipe global sediada em Londres, Nova York, Paris, Washington DC, Genebra e Rio de Janeiro. Avaaz significa "voz" em várias línguas européias e asiáticas. Telefone: +1 888 922 8229 +1 888 922 8229
Para entrar em contato com a Avaaz escreva para info@avaaz.org.
Você também pode telefonar nos números +1-888-922-8229 +1-888-922-8229 (EUA) ou +55 21 2509 0368 +55 21 2509 0368 (Brasil).

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cachorro passa 18 meses com pato de borracha no intestino

Um cão da raça terrier engoliu um pato de borracha e ficou com o brinquedo dentro de seu corpo durante 18 meses na Grã-Bretanha.

Os donos do terrier Spike tiveram que pagar mil libras (quase R$ 3 mil) por uma cirurgia para a retirada do brinquedo, que só foi detectado dentro do cachorro depois de um exame de raio X.

Colin Smith e Lorraine Fenton, donos do animal, notaram que o cão começou a se sentir mal e vomitar pouco antes do Natal.

Eles levaram Spike a um veterinário perto de casa, na região de Leeds, Inglaterra, mas os exames iniciais não encontraram nada de errado com o cão.

Apenas depois de um exame de raio X médicos e os donos do cão puderam ver que o problema era um pato de borracha, que poderia ser visto com clareza no intestino do animal.

Colin Smith então se lembrou de como Spike tinha roubado o brinquedo do banheiro da casa.

"Ele come absolutamente tudo", disse. "Ele deve ter visto o pato e pensado 'eles não vão deixar que eu fique com ele' então ele simplesmente o engoliu por inteiro."

Spike teve então que passar por uma cirurgia para a retirada do brinquedo.

Apesar do custo da operação, os donos de Spike afirmam que ficaram aliviados em descobrir qual era o problema com o cachorro.

"Foi um alívio descobrir o que causou o problema, estávamos preocupados com ele", disse Smith.

O dono de Spike guardou o pato de borracha engolido pelo cachorro, como uma lembrança.

"A única diferença é que ele ficou preto, depois de perder toda a tinta amarela", afirmou

Fonte: Ambiente brasil